O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, está em Cuiabá nesta sexta-feira (20) para cumprir agenda institucional no Palácio Paiaguás. Ao ser questionado sobre as recentes polêmicas em que se envolveu ao criticar a nomeação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o comunicador não recuou e reafirmou seu posicionamento sobre mulheres trans. (Veja o vídeo no final da matéria).

Ratinho afirmou que sua visão não mudará e que, em sua lógica, a vivência biológica é determinante para definir o que é ser mulher. Ratinho é acusado de transfobia pela parlamentar que se identifica como uma mulher trans.

“Infelizmente, estão querendo transformar já há muito tempo (…) que o certo seja errado e o errado seja certo. Eu discordo disso. Minha lógica é o seguinte: quem entende de mulher é a própria mulher. Alguém que nunca foi mulher não vai saber o que é uma mulher sente”, declarou Ratinho.

Durante a transmissão ao vivo em 11 de março, o comunicador questionou a legitimidade da parlamentar para ocupar o cargo, alegando que a função deveria ser exercida por uma mulher biológica.

Ela não é mulher, ela é trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente. Eu até respeito todo mundo que tem comportamento diferente, mas para ser mulher tem que ter útero“, emendou.

Em resposta, Erika Hilton acionou a Justiça com uma ação civil pública por danos morais coletivos, exigindo uma indenização de R$ 10 milhões. Ao ser questionado sobre o processo no Paiaguás, Ratinho minimizou a ação.

Eu não acredito que ela ganhe esse processo, seria uma coisa muito irreal. Eu acho que a Justiça também não é uma Justiça que vai acreditar nas histerias, porque na verdade ela é uma deputada que a forma dela falar ela é malcriada. Ela assusta algumas pessoas, mas eu não“, finalizou.